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Intercâmbio projeto Barraginhas em Bom Jesus, Lago Verde (MA)


Bom Jesus, Lago Verde (MA) - Nos dias 28 e 29 de maio, a comunidade de Bom Jesus, localizada no município de Lago Verde, Maranhão, foi o cenário de um importante intercâmbio de experiências, aprendizados e desafios do projeto Barraginhas como estratégia de fortalecimento da adaptação de sistemas agroecológicos às mudanças climáticas na Amazônia. O evento reuniu instituições envolvidas na execução do Projeto visando a troca de conhecimentos sobre as dificuldades e os benefícios da implementação dessa técnica.


Momento de diálogos e debates na sede da Acesa | Foto: Acesa


O encontro foi dividido em dois momentos principais. No primeiro dia, os participantes se reuniram na sede da Associação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura - Acesa, em Bacabal, onde debates e relatos de experiências foram compartilhados. Já no segundo dia, ocorreu uma visita de campo à comunidade de Bom Jesus para observar in loco o desenvolvimento das barraginhas, especialmente após o período das chuvas, e avaliar os primeiros impactos na área, no clima, bioma e ecossistema local.

Participaram do intercâmbio representantes das organizações que compõem o consórcio do projeto: 4 pessoas da área de atuação da Tijupá, sendo 3 lideranças e 1 técnico; 4 representantes da Justiça nos Trilhos, incluindo 2 alunas e 1 aluno da Casa Família Rural de Açailândia – MA e 1 técnico; e 6 representantes da Acesa, sendo 4 da equipe técnica e 2 associados. Além disso, Rogenir Costa, Coordenadora Programática  da Fundación Avina, também esteve presente participando do intercâmbio.


Wesley Nascimento dialogando com os/as participantes da oficina | Foto: Acesa


O encontro, foi um momento também para refletir e discutir estratégias futuras para a implementação de novos projetos que visem a mitigação climática e a promoção de impactos positivos no meio ambiente através dos conhecimentos e estratégias advindas de ações executadas pelas comunidades. Wesley Nascimento, jovem agricultor que aderiu ao projeto em sua propriedade de dez hectares, celebra os resultados em menos de um ano de implementação das barraginhas. Ele destacou a volta de animais da fauna local, como inhumas, capivaras, tatus, socós, cutias e pacas, bem como o crescimento da vegetação, melhoria do clima, entre outros, graças às cinco unidades instaladas aliadas ao Sistema Agroflorestal (SAF) em sua unidade produtiva.


Raimundo Alves (Didi) - Coordenador da Acesa | Foto: Acesa


Raimundo Alves, conhecido como Didi, coordenador da Acesa, ressaltou a importância da técnica: “Nós entendemos que técnicas como essa que fortalecem a agroecologia são também interessantes para combater as crises climáticas, construir justiça climática e tornar as comunidades e territórios mais resilientes.”


Rogenir Costa - Fundación Avina | Foto: Acesa


Rogenir Costa, da Fundación Avina, destacou o papel fundamental das comunidades locais na busca por soluções inovadoras para enfrentar as mudanças climáticas. “As comunidades detêm o conhecimento que é a fonte de soluções inovadoras. A Avina, juntamente com a Iniciativa Base, apoia essas ações para promover processos colaborativos que geram mudanças em prol da dignidade humana e do cuidado com o planeta,” afirmou Rogenir.

Esse sistema é acompanhado pelo Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA), grupo de pesquisa vinculado à Universidade Federal do Maranhão, encarregado da coleta e sistematização de dados científicos ao longo do projeto.

Imagem aerea das barraginhas | Foto: Acesa


O projeto “Barraginhas como estratégia de fortalecimento da adaptação de sistemas agroecológicos às mudanças climáticas na Amazônia”,é conduzido pela Coalizão Agroecologia para Proteção das Florestas da Amazônia, composta pela Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama), Acesa, GEDMMA, Justiça nos Trilhos e Associação Agroecológica Tijupá, com o apoio da Iniciativa BASE e da Fundación Avina.

O encontro foi concluído com um almoço na residência de Wesley Nascimento, marcando o encerramento de um evento que fortaleceu a cooperação e a troca de conhecimentos entre os/as participantes, que buscam ampliar  a sustentabilidade e a resiliência das comunidades locais.


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