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Mulheres fortalecem a produção agroecológica de hortaliças em São Luís Gonzaga

  • Foto do escritor: acesabacabal
    acesabacabal
  • 13 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Nos dias 11 e 12 de setembro de 2025, a comunidade Josina, no município de São Luís Gonzaga (MA), foi espaço de partilha, aprendizado e fortalecimento da agroecologia com a realização da Oficina sobre Organização e Estruturação dos Quintais. A atividade reuniu 30 mulheres, com apoio dos projetos Agroecologia – Alternativa para o Enfrentamento às Crises Climáticas e Elas em Rede – Fortalecimento de Grupos de Mulheres e Agroecologia nos Territórios de Babaçuais e Quintais Agroecológicos das Mulheres da Amazônia.



A oficina teve como objetivo fortalecer os conhecimentos das mulheres sobre a produção agroecológica de hortaliças, estimulando práticas sustentáveis, a autonomia produtiva e a troca de saberes construídos no dia a dia dos quintais e roçados. Desde o início, ficou evidente que falar de produção de alimentos é também falar de cuidado com a terra, com a água e com a vida.

A programação começou com um momento de oração, seguido da apresentação das participantes e da contextualização da atividade. Na parte teórica, Rodrigo, técnico da Acesa, destacou a importância da diversificação dos cultivos, do uso de defensivos naturais e do cuidado com as sementes, dialogando com os desafios enfrentados pelas mulheres em seus territórios.


Durante a partilha, Lila trouxe um relato que expressa a força da agroecologia quando há acesso à água de qualidade. “Antes, com o poço de 7 metros, quase nada vingava. Agora, com 12 metros, a plantação de pimenta é uma maravilha. A gente diversifica, planta uma grande salada, olha para os canteiros e sente orgulho do que consegue produzir”, contou.


No segundo dia, Gracileia, técnica da Acesa, apresentou diferentes tipos de defensivos naturais e conduziu a produção de adubos orgânicos, promovendo uma intensa troca de experiências sobre manejo agroecológico e cuidado com o solo.



A oficina reafirmou o protagonismo das mulheres na produção saudável de alimentos, na preservação dos territórios e na construção de respostas concretas às crises climáticas, mostrando que a agroecologia nasce do chão, das mãos e da sabedoria das mulheres do campo.



 
 
 

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