Quebradeiras de Coco fortalecem o beneficiamento do babaçu em São Luís Gonzaga do Maranhão
- acesabacabal
- 12 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Entre os dias 9 e 11 de outubro, a Comunidade Josina, no município de São Luís Gonzaga do Maranhão, recebeu a Oficina de Produção e Beneficiamento do Coco Babaçu. A atividade teve como objetivo fortalecer as mulheres quebradeiras de coco na produção e no beneficiamento do babaçu, ampliando conhecimentos, alternativas de geração de renda e estratégias de autonomia e resistência nos territórios.

A oficina reuniu 25 mulheres da Comunidade Josina e de comunidades vizinhas para três dias de intensa troca de saberes e práticas em torno do coco babaçu, símbolo de vida, luta e sustento para as mulheres dos babaçuais. A atividade começou com um momento de mística, oração e apresentação das participantes, seguido da leitura coletiva da programação.
Ao longo da formação, as mulheres aprenderam a produzir sorvetes, biscoitos, petas e café de coco babaçu, acompanhando todas as etapas do processo, desde o preparo até a embalagem. As atividades foram conduzidas por Rosa, que orientou cada etapa de forma prática, acolhedora e respeitando o ritmo do grupo, valorizando os saberes já existentes e fortalecendo a confiança das participantes.

Após as produções, foi realizada uma roda de diálogo sobre a importância dos babaçuais, os desafios enfrentados nos territórios e as estratégias de resistência construídas coletivamente. As mulheres refletiram sobre a preservação das palmeiras, o reconhecimento do trabalho produtivo feminino e o fortalecimento do consumo consciente como caminho para geração de renda e autonomia.
Na avaliação coletiva, surgiram relatos emocionados sobre a importância do aprendizado, especialmente sobre a produção da peta e do café de coco babaçu. As participantes destacaram o quanto encontros como esse fortalecem a união, a autoconfiança e o protagonismo das mulheres quebradeiras.
Um dos momentos mais marcantes da oficina foi o poema recitado por Fátima, que emocionou o grupo ao traduzir em palavras a força e o significado da vivência:
Poema
“Foram três dias de oficina para nos aprimorar,
com mulheres de outras regiões como Marmorana e Catucá.
Dessa vez foi a Rosa quem veio nos ensinar,
mostrando que nós também podemos ser competentes.
Nos trouxe várias novidades,
ensinou sorvete, biscoito, peta e café,
então diz se o nosso babaçu é valioso ou não é.
Sem a ACESA e seus parceiros isso não iria acontecer,
pois é ela que traz para nós esses momentos
e hoje podemos falar de empoderamento.
A ACESA tem nossa gratidão,
nunca soltou nossa mão,
uma equipe maravilhosa que nos conquista o coração.
E nos agraciou com a Vanessa e toda sua animação.”
Outro momento simbólico foi a apresentação do grupo As Josina’s, de Fibra, quando Elizângela expressou a força do trabalho coletivo a partir do fazer artesanal: “Essa bolsa passa por cada uma de nós. Juntas é melhor. Cada ponto carrega um pedacinho da nossa história.”
A oficina contou com o apoio do projeto Elas em Rede – Fortalecimento de Grupos de Mulheres e Agroecologia nos Territórios de Babaçuais, reafirmando que a defesa dos babaçuais e o fortalecimento das mulheres são caminhos inseparáveis na luta pela vida e pelo bem viver.





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